Na mídia: Zero Hora

Ontem à tarde, o líder da bancada do PSDB no Legislativo, deputado Adilson Troca, sinalizou que os aliados devem trabalhar para sepultar o processo, uma vez que o conteúdo da ação civil pública de improbidade do Ministério Público Federal (MPF), no entendimento da base, não traria indícios suficientes contra Yeda.
– Não tem nada contra a governadora. Quem fez a denúncia foram partidos de oposição. Vamos tomar uma posição correta – disse Troca.
Com o plenário quase vazio ontem, o segundo secretário da Mesa, Nélson Härter (PMDB), começou a ler a denúncia de servidores contra Yeda, que pedem a perda de cargo por crime de responsabilidade. Também foi lida a decisão favorável à tramitação do caso dada por Pavan. A leitura das 23 páginas consumiu cerca de duas horas e meia. Após a leitura, o deputado estadual Raul Pont (PT) foi à tribuna e enfatizou que a situação exige o prosseguimento do impeachment:
– Os vários depoimentos apontam para a cumplicidade do centro do governo com a corrupção. Todos esses elementos justificam a tramitação do pedido de impeachment.
Outro embate entre governo e oposição é sobre a quem caberá definir o cronograma de trabalho da CPI da Corrupção. Ontem, Troca aprovou requerimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que, na sua avaliação, garante a tarefa ao relator em qualquer CPI. Assim, o controle ficaria com Coffy Rodrigues (PSDB). Como o questionamento foi feito na CPI do Detran e votado só agora, a presidente da CPI da Corrupção, Stela Farias (PT), acredita que não há como fazer valer esse entendimento para a atual comissão.
Do Jornal Zero Hora de Hoje.

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