Seminário discute políticas de combate às drogas
Mais de 250 pessoas participaram ontem da abertura do 1º Seminário Municipal de Políticas sobre Drogas, no auditório do Centro de Convívio Meninos do Mar (CCMar). Entre as atividades realizadas, ocorreu o lançamento da cartilha municipal “Falando sobre Drogas”. Hoje, às 8h30min, a programação inclui a palestra do representante da Central Única das Favelas (Cufa), Manoel Soares, e ainda a Audiência Pública sobre drogas da Assembléia Legislativa do Estado, às 13h30min, na Câmara Municipal.
Ontem pela manhã, o seminário teve início com a apresentação do Coral do projeto Neemias, com a presença de 20 participantes do projeto, que é realizado há dois anos com o intuito de resgatar dependentes das drogas e já atende 40 pessoas. A primeira atividade do seminário foi a Mesa-redonda “Construção da Política Municipal sobre Drogas”, que contou com a presença da Secretária de Saúde, Zelionara Branco, do Secretário de Cidadania e Assistência Social, Leonardo Salum, do deputado Adilson Troca, do presidente do Comen e diretor do Cenpre, Fernando Amarante Silva, do Presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen-RS), do major Edison Rangel e da primeira-dama e vereadora Luciane Compiani.
Já à tarde, o seminário intitulado “Drogas, o problema é nosso” teve continuidade com o “Painel sobre Política de Atenção Integral ao Usuário de Drogas” e encerrou as atividades do dia com uma reunião do Grupo de Trabalho da Política Municipal sobre Drogas.
A titular da Secretaria Municipal de Saúde, Zelionara Branco, disse que um dos objetivos da realização do seminário é a mobilização das pessoas que já atuam contra as drogas. “Buscamos saber o que cada um está fazendo em relação à problemática para congregar com a sociedade de forma geral. A intenção é trazer aquela pessoa que está fazendo o seu trabalho de forma isolada para ela acrescentar a sua experiência. É preciso que elas saibam que terão apoio institucional e, assim, se sintam estimuladas”, explicou.
Segundo Zelionara, ao final do seminário será realizado um documento com a política municipal em relação às drogas, baseado no projeto do Conselho Municipal de Entorpecentes do Rio Grande (Comen-RG). “Vamos formalizar a política. Ainda não existe uma política específica. Em 2006, foi lançada uma proposta, mas não chegou a ser instituída”, disse.
De acordo com ela, ao longo dos últimos anos tem aumentado o número de dependentes químicos, principalmente, entre crianças e adolescentes. Zelionara disse que é preciso mobilizar os atores públicos. No caso da infância, o Conselho Tutelar identifica os casos, mas elas precisam de um tratamento direcionado.
Conforme Zelionara, até o final do mês, será aberto no município o Centro de Atenção Psicossocial para Pessoas Usuárias de Álcool e Outras Drogas (CAPS). O centro irá oferecer oficinas, atividades terapêuticas e o atendimento de especialistas. Os pacientes frequentam diariamente o centro, mas não ficam internados no local.
Atualmente, entre os locais de tratamento está o Ambulatório de Saúde Mental da SMS. Além disso, o estado disponibiliza 15 vagas em comunidades terapêuticas. A problemática das drogas é trabalhada também no Programa de Prevenção à Violência (PPV) do Governo do Estado, que foi implantado no Município.
A coordenadora regional de Saúde Mental, Carolina Meirelles, participou do seminário e destacou que o entendimento sobre a diferença entre usuário, abuso e dependente de drogas é importante para o desenvolvimento de políticas públicas. Segundo ela, apesar do crack provocar uma dependência mais rápida, o álcool ainda é o maior problema de saúde pública.
Carolina defendeu também a posição de que as pessoas em situação de dependência das drogas devem ser atendidas em hospitais gerais e por um período de 15 dias. “O período é o necessário para o tratamento. O problema, na verdade, é para a vida toda. Se tirar as drogas das famílias, elas continuam cheias de problemas. São esses problemas que precisam ser enfrentados”, salientou.
A enfermeira ressaltou ainda que a tradicional ideia que o tratamento só deve ser realizado quando o dependente estiver disposto está errada. “O profissional tem que estar disponível mesmo que a pessoa não queira. É preciso beneficiar a maioria e quem mais precisa”, completou.
Hoje está programado ainda o lançamento da cartilha “Falando sobre Drogas” contendo informações sobre prevenção e a forma da distribuição do material para as escolas do Município, para auxiliar a educação dos estudantes.
Lorena Garibaldi
Ontem pela manhã, o seminário teve início com a apresentação do Coral do projeto Neemias, com a presença de 20 participantes do projeto, que é realizado há dois anos com o intuito de resgatar dependentes das drogas e já atende 40 pessoas. A primeira atividade do seminário foi a Mesa-redonda “Construção da Política Municipal sobre Drogas”, que contou com a presença da Secretária de Saúde, Zelionara Branco, do Secretário de Cidadania e Assistência Social, Leonardo Salum, do deputado Adilson Troca, do presidente do Comen e diretor do Cenpre, Fernando Amarante Silva, do Presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen-RS), do major Edison Rangel e da primeira-dama e vereadora Luciane Compiani.
Já à tarde, o seminário intitulado “Drogas, o problema é nosso” teve continuidade com o “Painel sobre Política de Atenção Integral ao Usuário de Drogas” e encerrou as atividades do dia com uma reunião do Grupo de Trabalho da Política Municipal sobre Drogas.
A titular da Secretaria Municipal de Saúde, Zelionara Branco, disse que um dos objetivos da realização do seminário é a mobilização das pessoas que já atuam contra as drogas. “Buscamos saber o que cada um está fazendo em relação à problemática para congregar com a sociedade de forma geral. A intenção é trazer aquela pessoa que está fazendo o seu trabalho de forma isolada para ela acrescentar a sua experiência. É preciso que elas saibam que terão apoio institucional e, assim, se sintam estimuladas”, explicou.
Segundo Zelionara, ao final do seminário será realizado um documento com a política municipal em relação às drogas, baseado no projeto do Conselho Municipal de Entorpecentes do Rio Grande (Comen-RG). “Vamos formalizar a política. Ainda não existe uma política específica. Em 2006, foi lançada uma proposta, mas não chegou a ser instituída”, disse.
De acordo com ela, ao longo dos últimos anos tem aumentado o número de dependentes químicos, principalmente, entre crianças e adolescentes. Zelionara disse que é preciso mobilizar os atores públicos. No caso da infância, o Conselho Tutelar identifica os casos, mas elas precisam de um tratamento direcionado.
Conforme Zelionara, até o final do mês, será aberto no município o Centro de Atenção Psicossocial para Pessoas Usuárias de Álcool e Outras Drogas (CAPS). O centro irá oferecer oficinas, atividades terapêuticas e o atendimento de especialistas. Os pacientes frequentam diariamente o centro, mas não ficam internados no local.
Atualmente, entre os locais de tratamento está o Ambulatório de Saúde Mental da SMS. Além disso, o estado disponibiliza 15 vagas em comunidades terapêuticas. A problemática das drogas é trabalhada também no Programa de Prevenção à Violência (PPV) do Governo do Estado, que foi implantado no Município.
A coordenadora regional de Saúde Mental, Carolina Meirelles, participou do seminário e destacou que o entendimento sobre a diferença entre usuário, abuso e dependente de drogas é importante para o desenvolvimento de políticas públicas. Segundo ela, apesar do crack provocar uma dependência mais rápida, o álcool ainda é o maior problema de saúde pública.
Carolina defendeu também a posição de que as pessoas em situação de dependência das drogas devem ser atendidas em hospitais gerais e por um período de 15 dias. “O período é o necessário para o tratamento. O problema, na verdade, é para a vida toda. Se tirar as drogas das famílias, elas continuam cheias de problemas. São esses problemas que precisam ser enfrentados”, salientou.
A enfermeira ressaltou ainda que a tradicional ideia que o tratamento só deve ser realizado quando o dependente estiver disposto está errada. “O profissional tem que estar disponível mesmo que a pessoa não queira. É preciso beneficiar a maioria e quem mais precisa”, completou.
Hoje está programado ainda o lançamento da cartilha “Falando sobre Drogas” contendo informações sobre prevenção e a forma da distribuição do material para as escolas do Município, para auxiliar a educação dos estudantes.
Lorena Garibaldi

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