Na mídia: Jornal do Comércio
11/03/2010 Jornal do Comércio Política p. 21
Nova proposta prevê parcelamento de aumento retroativoLíderes do governo na Assembleia Legislativa e representantes dos oficiais da Brigada Militar (BM) encaminharam no final da tarde de ontem novos termos para o reajuste da categoria. Por sugestão do presidente do Parlamento gaúcho, Giovani Cherini (PDT), R$ 29 milhões do pagamento retroativo - desde maio de 2009 - referente ao reajuste de 19,9% aos majores, tenentes-coronéis e coronéis seria pago de forma parcelada a partir da aprovação da matéria na Assembleia. A medida ainda não tem o aval do Executivo.
Em comensação, os oficiais ficariam sem receber a matriz salarial neste ano. "Numa escala até 10, diria que estamos no patamar 9 da negociação", apostou Cherini. Hoje os oficiais se reúnem para discutir se aceitam ou não os termos da negociação. O presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (AsofBM), Jorge Luis Braga, avalia que a proposta é um avanço. "Destenciona a negociação", avaliou. A reunião que colocou na mesa novas possibilidades para o acordo aconteceu no final da tarde na Assembleia Legislativa, depois de um incidente entre o líder do governo, deputado Adilson Troca (PSDB), e os oficiais que estavam no Parlamento para pressionar por um acordo.
No sétimo andar da Casa, Troca, ao terminar uma entrevista para os veículos de comunicação da Capital sobre o acordo para os servidores de nível médio, se viu rodeado de servidores da Brigada Militar que saíam de um encontro com a bancada do PMDB. Aos gritos, criticaram o governo, acusando os parlamentares de não negociar a favor dos oficiais. O clima permaneceu tenso até que assessores se encarregaram de escoltar o parlamentar ao seu gabinete. Mais tarde, os servidores reconheceram que "passaram do ponto" na discussão.
Na segunda-feira, os servidores de nível médio discutem em assembleias a proposta de R$ 175 milhões de matriz salarial, que também atingirá a Polícia Civil. A expectativa dos parlamentares governistas é que a aprovação das categorias abra caminho para que o Executivo envie os reajustes para a Assembleia Legislativa. As mudanças chegarão junto com o projeto que pretende reajustar os percentuais de recolhimento previdenciário. Para que possam vigorar neste ano, o projeto precisa ser sancionado pela governadora Yeda Crusius até 6 de abril.

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