Adilson Troca homenageia Semana da Pátria


Em meu nome e em nome da Bancada do PSDB, congratulo-me com a Mesa Diretora que, dando cumprimento ao art. 155 do Regimento Interno da Casa, promove esta Sessão Solene em homenagem à Semana da Pátria.

Neste ano da graça de 2010, a Semana da Pátria vem acompanhada de uma característica que só ocorre periodicamente, ou seja, acontece enquanto o País fervilha em campanha política, dando maior vitalidade à democracia que se renova com a livre escolha dos candidatos à Presidência da República, aos governos dos Estados e ao Legislativo Federal e Estadual.

Pois é nesta hora em que, pelo arbítrio livre e soberano dos cidadãos, se debate a renovação e o fortalecimento dos pulmões da República Federativa do Brasil e de seus Estados-Membros, que se torna necessário como nunca atentar para os valores que só a Semana da Pátria pode inspirar.

Ser patriota é um direito e um dever do cidadão. É não ser indiferente, é participar, é ser permanentemente solidário com o país, não só nos dias de copa do mundo. É cobrar das autoridades, que por delegação dos cidadãos, dirigem os destinos da sociedade, que promovam o bem comum. É aderir à comunidade em tudo quanto possa melhorar a qualidade de vida das pessoas. É não permanecer indiferente ao sofrimento dos pobres e oprimidos. É respeitar os outros, é dar a atenção especial que merecem os idosos e às crianças, com os quais há muito a aprender. É entender o povo e sua cultura, é colaborar para a realização de seu bem-estar, segurança e confiança na garantia de um futuro digno.

Permito-me lembrar que o Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB tem como fonte dos valores patrióticos a luta pela consolidação dos direitos individuais e coletivos, através do exercício democrático, participativo e representativo, na defesa da soberania nacional, na construção de uma ordem social justa e garantida pela igualdade de oportunidades, no respeito ao pluralismo de idéias, culturas e etnias, na realização do desenvolvimento de forma harmoniosa, com prevalência do trabalho sobre o capital, na distribuição equilibrada da riqueza nacional entre todas as regiões e classes sociais.

São princípios inspirados em nossa realidade social, econômica e política atual, mas que têm sua filosofia já traçada desde o início da República na doutrina de Ruy Barbosa, que assim escreveu:

"A pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. Os que servem são os que não invejam, os que não infamam, os que não conspiram, os que não sublevam, os que não desalentam, os que não emudecem, os que não se acovardam, mas resistem, mas ensinam, mas esforçam, mas pacificam, mas discutem, mas praticam a justiça, a admiração, o entusiasmo. Porque todos os sentimentos grandes são benignos, e residem originariamente no amor.”


Não posso deixar de me congratular também o Governo, cujo patriotismo se traduziu também na orientação que imprimiu ao Estado, construindo o equilíbrio fiscal e orçamentário no Rio Grande do Sul, realização que os gaúchos das atuais gerações conheceram pela primeira vez em sua história. Yeda demonstrou que responsabilidade fiscal também é patriotismo. Não só, porque com ele restabeleceu e conquistou a respeitabilidade pública do Rio Grande.

Sinto-me solidária com todos os meus colegas parlamentares, particularmente com aqueles que procuram interpretar estas idéias e traduzi-las concretamente no contato com os cidadãos, no momento em que realizamos mais uma campanha política eleitoral, lembrando que o mandato que buscamos só fará sentido se estiver legitimado pelo patriotismo em que acreditamos e praticamos

Porto Alegre, 01 setembro de 2010.

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