Doação de órgãos foi discutida em Café da Manhã

Clipping da matéria de Carmem Ziebell para o Jornal Agora:


O deputado estadual Adilson Troca (PSDB) e o médico Newton Primo foram palestrantes no Café da Manhã do Varejo & Comunicação, realizado na última sexta-feira, pela Associação Comercial dos Varejistas. O tema debatido foi Doação de Órgãos. O Rio Grande do Sul hoje está em sexto lugar entre os estados brasileiros em número de doadores e os dois palestrantes estão mobilizados para aumentar este número.


Adilson Troca falou sobre a Lei 13.822, de sua autoria, que estabelece o registro público das pessoas que manifestarem em vida o desejo de ser doador de órgãos. Segundo ele, o projeto que deu origem a essa lei foi feito para que se tenha um mecanismo que fomente as doações e a busca de manifestações por escrito dos doadores. Ele observa que, atualmente, quando uma pessoa tem morte encefálica, é a família quem tem que autorizar e muitas acabam negando por desconhecer a vontade do familiar. Havendo uma manifestação por escrito do doador, ela será mostrada à família, favorecendo o consentimento.
De acordo com o deputado, a Lei estabelece que formulários serão disponibilizados em locais públicos, principalmente de saúde, para que as pessoas que desejarem ser doadores assinem e estes registros irão para um cadastro do Estado que será encaminhado para a central de transplantes. Troca diz ter certeza de que esta medida auxiliará mais famílias a decidirem favoravelmente. O médico Newton Primo, coordenador da Organização de Procura de Órgãos (OPOS) da Secretaria Estadual da Saúde em Rio Grande, explicou o que é essa organização e o trabalho que ela realiza.
Segundo o médico, o Governo do Estado instituiu a OPOS em janeiro tendo em vista o número reduzido de transplantes. O objetivo é monitorar os hospitais e verificar possíveis doadores efetivos para captação de órgãos. Foram criadas seis unidades no Estado. A do Rio Grande, com sede na Santa Casa rio-grandina, abrange também a cidade de Pelotas. O monitoramento é feito diariamente na UTIs dos hospitais das duas cidades. Quando detectado um potencial doador, ocorrendo morte encefálica, é feito contato com a família.
Newton Primo observa que é preciso conscientização das pessoas sobre a importância da doação de órgãos, que o assunto seja discutido em família, nas escolas e em outros locais, pois o principal entrave é a falta de informação. É necessário que a sociedade debata o assunto.

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